segunda-feira, 22 de setembro de 2014

UM RELACIONAMENTO NÃO BASEA-SE SÓ EM SENTIMENTO, É UMA DECISÃO QUE DUAS PESSOAS TOMAM





Hoje em dia existe nas pessoas o medo de tomar decisões definitivas, como por exemplo a de casar-se, por considerarem impossível manter o amor vivo ao longo dos anos. Estas pessoas que temem casar-se já foram vencidas pela “cultura do provisório”, porque o amor que fundamenta uma família é um amor para sempre.

“O que entendemos por ‘amor‘? Só um sentimento, uma condição psicofísica? Certamente, se é assim, não se pode construir nada sólido. Mas se o amor é uma relação, então é uma realidade que cresce, e também podemos dizer, por exemplo, que se constrói como uma casa. E a casa é construída em companhia do outro, não sozinhos! Não queiram construí-la sobre a areia dos sentimentos, que vão e vêm, mas sim sobre a rocha do amor verdadeiro, o amor que vem de Deus.”

“O matrimônio é um trabalho de ourivesaria que se constrói todos os dias ao longo da vida. O marido ajuda a esposa a amadurecer como mulher, e a esposa ajuda o marido a amadurecer como homem. Os dois crescem em humanidade e esta é a principal herança que deixam aos filhos”.

Três palavras mágicas para fazer o casamento durar

O “para sempre” não é só questão de duração. “Um casamento não se realiza somente se ele dura, sua qualidade também é importante. Estar juntos e saber amar-se para sempre é o desafio dos esposos. Viver juntos é uma arte, um caminho paciente, bonito e fascinante (…) que tem regras que se podem resumir exatamente naquelas três palavras: ‘posso?’, ‘obrigado’ e ‘desculpe’”.

“‘Posso?’ é o pedido amável de entrar na vida de alguém com respeito e atenção. O verdadeiro amor não se impõe com dureza e agressividade. São Francisco dizia: ‘A cortesia é a irmã da caridade, que apaga o ódio e mantém o amor‘. E hoje, nas nossas famílias, no nosso mundo amiúde violento e arrogante, faz falta muita cortesia.”

“Obrigado': a gratidão é um sentimento importante. Sabemos agradecer? (…) É importante manter viva a consciência de que a outra pessoa é um dom de Deus, e aos dons de Deus diz-se ‘obrigado’. Não é uma palavra amável para usar com os estranhos, para ser educados. É preciso saber dizer ‘obrigado’ para caminhar juntos.”

“‘Desculpe': na vida cometemos muitos erros, enganamo-nos tantas vezes. Todos. Daí a necessidade de utilizar esta palavra tão simples: ‘desculpe’. Em geral, cada um de nós está disposto a acusar o outro para se desculpar. É um instinto que está na origem de tantos desastres. Aprendamos a reconhecer os nossos erros e a pedir desculpa. Também assim cresce uma família cristã.”

“Todos sabemos que não existe uma família perfeita, nem o marido ou a mulher perfeitos. Isso sem falar da sogra perfeita…”.
Jesus, que nos conhece bem, ensina-nos um segredo: que um dia não termine nunca sem pedir perdão, sem que a paz volte à casa. Se aprendemos a pedir perdão e a perdoar aos outros, o matrimônio durará, seguirá em frente.”

Adaptação do texto A receita do Papa Francisco para fazer o amor durar

Fonte: Aleteia, In:__ http://www.bibliacatolica.com.br/blog/outros/a-receita-do-papa-francisco-para-fazer-o-amor-durar/#.VCAZdfldV3Y 

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

AS COISAS MAIS ABSURDAS DA HUMANIDADE, ADORAR SERES E OBJETOS COMO DIVINDADES

“Quem não critica o que crê não lapida suas crenças,
 quem não lapida suas crenças será servo das suas verdades. 
E se as suas verdades forem doentias, certamente será uma pessoa doente”
 (Augusto Cury)


 As coisas mais absurdas da humanidade, adorar seres e objetos como divindades. Respeito todos os credos e defendo o meu com todo afinco. Mas faço uma visão panorâmica da expressividade desses credos que aos olhos de muitos são considerados absurdos. Começo, então, pela minha religião. Nós cristãos católicos acreditamos que em um biscoito de água e sal sem fermento está o filho de Deus. Isso, graças, ao conceito de transubstanciação. Para os que não creem isso é um absurdo, e dizem que nós cultuamos um defunto mutilado e praticamos um canibalismo simbólico.

Da minha religião parto para a religião hindu. Os hindus acreditam num espírito supremo cósmico, que é adorado de muitas formas. Cerca de 330 mil divindades diferentes representados por divindades individuais através de manifestações corporais da divindade suprema como ratos, vaca, elefante, etc.

Fugindo da radicalidade, uma nota sobre o Islã. No dia da Ashura, aniversário da morte do Imã Hussein, neto do profeta Maomé é marcado por um ritual sangrento. A vertente xiita do islamismo celebra esta data se flagelando com facas e espadas, isto desde a tenra idade ao ancião. Sem esquecermos que muitos são treinados para tirarem a sua vida e levarem consigo dezenas, centenas ou milhares de pessoas inocentes. É o caso do homem bomba.



Que juízo de valor temos em relação as estas expressividades religiosas De sobrevoo um juízo, inseridos em suas realidades, outro.

Já sabemos a opinião do descrente no quesito religioso. Este se ufana em dize ser um ateu. Contudo, em seu inconsciente, ele cultua como divindade aquilo que Nietzsche “criou” em sua obra Assim falava Zaratustra, o super homem, e conscientemente ele dissemina este culto ao super homem com a pretensão em dizer que ele é senhor de se mesmo. Como um mais um somam dois, este está fadado ao desencanto da sacralidade e incorre no risco de ser afogado pela náusea nietzschiana “o coração é falso como ninguém” e os sentidos vivem a nos pregar peças.


A causa da náusea, argumenta Adrián Bene, que, “por um lado, consiste em os significados dados em todo o mundo, e, por outro lado, na falta de sentido de coisas, o que é evidente para os dois. Antifundacionalismo e perspectivismo de Nietzsche incluem não apenas um ceticismo epistemológico e moral, mas, ao mesmo tempo, ele recomenda que nós criamos nossas próprias visões de mundo”.

É o modo de ver o mundo que nos dar a tonalidade do assentimento daquilo que fruímos como verdade absoluta ou relativa. Esta verdade absoluta, que carrego em meu bojo, a tenho como dogma. Contudo, sem desacreditar as partes da verdade, o que podemos assim chamar de verdade relativa. Pois estas partes completa um todo. Por mais crente ou descrente que seja, a coisa em si só pode ser contestada após um exame empírico. Sem este, tudo que pronunciamos a respeito tornar-se-á uma falácia.  

Assim no campo religioso como nas demais áreas, social e politica, o pensamento é supostamente um arranjo de elementos, cuja natureza precisa conhecer. Do contrário, sua exposição dos fatos será considera irrelevante. Ademais, não damos conta do todo, apenas de uma parte ou mais de sua totalidade.

Se fizermos a afirmação “existem peças de pedra sabão”, que é uma afirmação singular, existencial, basta que se encontre uma peça de pedra sabão em algum lugar do mundo para que a verdade dessa afirmação seja comprovada, ou para que a afirmação seja verificada. Falsificar essa afirmação, porém, é muito difícil. Se procurarmos a tal pedra pelo mundo inteiro e não a encontrarmos, não é tão simples dizer que falsificamos a afirmação: podemos sempre alegar que não procuramos direito, e que em algum lugar, ainda não examinado, existe uma peça neste jogo de xadrez de pedra sabão. Isto, no campo da ciência e da argumentação, o que difere o da fé.



A fé abre a mente do crente mais que a mente de um cientista. O cientista tem mais limites que um crente. O cientista precisa repetir em laboratório inúmeras vezes seu experimento, que assim se isto acontecer logo será verdade e é um principio cientifico. A fé não tem compromisso de demonstração, de modo que, quem crer, crê sem os estereótipos.

A crença ou a descrença em algo ou alguém como divindade parte de um pensamento impuro, no sentido de que este pensamento, de certo modo, sofre influência cultural. É inserido em determinada cultura que demonstro a minha crença à medida que o dado acreditado em mim e eu nele como objeto de satisfação. De grosso modo, podemos então, parafrasear o pensador francês René Descartes: Creio logo sigo. Não sigo uma ideia, mas em alguém que deu provas de sua divindade, e a criteriosa Ciência e a História confirmam, mesmo na contra mão dos descrentes e dos indiferentes.


© José Antonio dos Santos


terça-feira, 16 de setembro de 2014

A Deus nada é impossível (Lc. 1, 37)

Deus sabe o que pensamos homens:
pois um nada é o seu pensamento.


  

Vejo esta célebre frase estampada em cartões de visita, para-choque de caminhão, em faixada de prédios, em lojinha de quinta e etc. Como também já pronuncie diversas vezes no fragor da emoção e com ar de esperança por ser uma frase bíblica. Mas ao encontrar jogado em um balcão de atendimento, um cartão de vista de um determinado salão de beleza com esta máxima “A Deus nada é impossível”, tive um fleche, um estalo e um ímpeto de discordância. Discordo sim. Não como um descrente, indiferente ou zombador dos limites de Deus, mas como um crente observador e seguido da sua Palavra revelada e encarnada, Jesus.



“A Deus nada é impossível”. Será? Uso aspas nesta frase, mas vou explicar o por que. Como já deixei claro, discordo desta máxima, porque fora do contexto é um raciocínio vicioso capaz de induzir ao erro. Uma fala feita de “boa fé” por quem a diz. Quem a diz, não diz sem sentido, pois quer ajudar a alguém ou como autoajuda por passar por momento difícil onde foge suas capacidades de resolução e a solução é o transcendente, Deus. Ainda assim, continuo discordando.



Vemos na teologia da criação ou na teoria do criacionismo que Deus fez o céu e a terra, todas as coisas visíveis e invisíveis, animadas e inanimadas; colhe onde não semeia, e ajunta onde não espalhou (Mt. 14, 25b), mas tenha uma coisa que ele não pode fazer e, se o fizer deixará de ser Deus em seu sentido pleno da palavra. Por isso a ele é impossível.
Se assim não fosse, Caim, por inveja, não teria tirado a vida do seu irmão Abel (Gn. 4, 8b.). O faraó Ramsés II não teria contrariado a vontade de Deus proclamada por Moisés (Ex. 5ss.). A filisteia Dalila, por ganância, não teria cortado as tranças cabelo de Sansão (Jz. 16, 19). Hitler, durante a segunda guerra mundial, não teria praticado o holocausto. Muitos males não teriam acontecido e nem aconteceriam mais. Tudo isso por quê? Atribuo isso a uma coisa que ele deu ao homem, o livre arbítrio.


O livre arbítrio impossibilita a Deus adentrar no coração do homem, se ele, o homem, não quiser, pois Deus respeita a sua “liberdade” de decisão em aceitá-lo ou não. É desta impossibilidade proporcionada pelo homem a que me refiro. Contudo, esta impossibilidade não faz Deus menos Deus. Porque Deus É.



Quem ouviu esta frase e fez torná-la possível, a fez porque antes de ouvir já trazia em seu coração e atualizou dizendo: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc. 1, 38), ou seja, ela deixou Deus entrar em seu coração.  A partir de então, Deus assume a nossa humanidade para dar-nos a sua divindade. Amem.


Dependência emocional! o mal do século

  Eu conheco mais de 10 pessoas próximas que estão cegas por alguém, eu vejo o quanto essas pessoas estacionaram suas vidas, barraram evoluç...