terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

O AÇOUGUE



Pego emprestado um poema de um professo amigo meu para depois comentar a novidade no carnaval baiano. O título desse seu poema é o açougue.


"Carnes expostas

Corpos famintos

O vendedor ávido por se desfazer da mercadoria

Humanos sedentos por carnes

A balança espera o próximo pedaço..."


Vivemos a era do açougue: carnes e carnes expostas, homens e mulheres seminus e nus completamente. Isso era comum entre os romanos, onde os gladiadores lutavam sem roupas e bailarinas dançavam sem nenhuma veste para agradar ao imperador e aos convivas. Com o passar do tempo essa cultura tornou-se deplorável e combatida em muitas culturas, mas nunca vencida. A cada ano vendedor ávido para vender suas mercadorias  escancara as sua portas do seu açougue, sendo que este ano ele traz consigo a sua balançar suspensa a 10 metro de altura com o codinome de cápsula do sexo. Isso fere a dignidade da pessoa que vai com seus familiares e amigos ver o espetáculo carnavalesco e se deparam com um convite indesejado de fazer de sua pessoa, cidade e estado, ou melhor, país marketing de turismo sexual, porque em plena festa é feito o que deveria ser feito em sua privacidade. Se muitos não estão nem aí com a sua privacidade eu exijo respeito com a minha.

Isso é Brasil.

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